terça-feira, fevereiro 26, 2013

O uso da internet , das redes sociais e do SMS são prejudiciais ao desempenho linguístico dos jovens?


Existe uma ideia generalizada de que o uso das novas tecnologias de comunicação atrapalha o desempenho linguístico das crianças e dos adolescentes. Em primeiro lugar, devemos ter em mente que o desempenho linguístico diz respeito à capacidade que o usuário da língua tem de comunicar-se em diferentes contextos sociocomunicativos. Isto requer do indivíduo um reconhecimento do tipo de discurso e do gênero textual que deverá ser usado durante a comunicação.
        O uso das mensagens pelos celulares, que requer objetividade e rapidez na comunicação, pode ser comparado ao uso da linguagem telegráfica, muito utilizada antigamente, através dos telegramas, com os mesmos objetivos (informar com o menor número de caracteres possível), portanto o formato do texto e a linguagem é adequada à situação interativa vigente. 
        Ao manusear o teclado do celular para enviar torpedos, e-mail  etc. o usuário amplia seus conhecimentos e competências  comunicativas, partindo dos conhecimentos anteriores  em direção aos novos. Escrever uma mensagem para celular é diferente de escrever um e-mail, ou um post no facebook; assim como escrever um e-mail a um amigo é diferente de escrever um e-mail a uma autoridade. São situações diversas que exigem formas diferentes de uso da língua, não significando que são melhores ou piores, que decorrem da influência das novas tecnologias.
       Se a escola formar o aluno para essa diversidade de situações comunicativas, habilitando-o a reconhecer e a usar a linguagem e o gênero textual adequados a cada contexto, não afetará o desempenho linguístico dos jovens, principalmente se  a escola habilitá-lo a dominar com propriedade a norma culta da língua, para usá-la quando for necessário.

       ( Luza Mai/2013 )

terça-feira, fevereiro 12, 2013

SING MY LOVE SONG - assista ao vídeo e dance com eles...

      Costumo receber recomendações de vídeos do YouTube e na semana passada este foi um deles. Belíssima música "Sing my love song" da década de 70, mais precisamente, 1976.      Jackpot   Amsterdam - banda pop que existiu de 1972 a 1977 . Seus maiores sucessos foram Está todo mundo feliz e Um e um é dois 

Assista e dance com eles...





sexta-feira, janeiro 25, 2013

ESTAMOS REALMENTE APROVEITANDO O TEMPO QUE NOS RESTA NESTE PLANO?

       
       Comecei a observar a minha falta de tempo para visitar os amigos, ouvi-los nas suas necessidades, fazer algo novo, andar sem rumo,  falar besteiras, rir à toa, comecei a sentir-me sobrecarregada e notei que estou me tornando muito séria e muito "chata". Percebi uma forte inclinação pelo perfeccionismo nas atividades que teria que desenvolver. Uma "neurose" por querer ler tudo o que me "caia " às mãos. por fim acabava tendo muitas informações, e uma série de coisas lá fora me esperando para viver e aprender.
        Foi quando encontrei um texto que me agradou bastante,  por me relembrar aquilo que eu já sabia, mas havia esquecido por um tempo. O texto era um artigo chamado "Notas sobre a experiência e o saber de experiência" de Jorge Larrosa Bondía. 
         Depois de ler o artigo, cheguei a conclusão que tenho me esforçado demais na busca de conhecimento  e de informações, achando que isso me deixaria mais perfeita, mais forte, determinada, inteligente, amorosa, paciente, tolerante, porque essas características são o caminho para a evolução ...e descobri que tenho "mil" coisas para aprender na prática, porque a "teoria" não vai me transformar em uma criatura melhor e sim, as minhas experiências, mesmo que negativas, mesmo que errando muitas vezes, mas tentando de uma nova forma, buscando soluções alternativas, isso sim é APRENDIZAGEM, que só é possível através das experiências.
          
          Vou tentar resumi-lo, usando a minha memória e o meu entendimento sobre o mesmo:
         
       Vivemos em um mundo onde a informação é extremamente valorizada. Principalmente agora com as novas tecnologias, ficamos obcecados pela busca de novos conhecimentos. Acreditamos que quanto mais informações e conhecimento tivermos a respeito de tudo, estaremos aprendendo e nos preparando para as dificuldades que a vida nos apresentará. Ledo engano, pois quanto mais tempo gastarmos estudando, lendo, buscando informações, menos teremos experiências, vivências. Seremos aqueles que têm uma receita para tudo e para todos, sem nunca ter tido experiências de vida.  
       Assim, podemos nos tornar aqueles que passam o tempo todo atrás de informação e que nada nos acontece, pois não há espaço para a vivência, a troca. A obsessão pela informação anula as nossas possibilidades de experiências. 
       Quando temos informação e conhecimento sobre determinado assunto passamos a "opinar". E então essas opiniões são "supostamente" nossas, porque reproduzimos aquilo que ouvimos , ou lemos.
       E assim, vamos seguindo, sem querer "perder tempo", como se tempo fosse uma mercadoria, muito rara e por isso não deixamos que nada nos aconteça. Cada vez o nosso tempo é mais escasso por excesso de trabalho e busca de informação.
       Na escola, massacramos nossos alunos com informações, que logo serão esquecidas, porque falta a experiência, a prática que são fatores indispensáveis para a aprendizagem. Para que haja aprendizagem é necessário que haja mudança de comportamento, que atuemos na realidade de forma diferente da que agiríamos antes do aprendizado. É necessário que esse conhecimento esteja integrado com a vida, que tenha um significado.
       Para que tenhamos sabedoria é necessário nos tornarmos os sujeitos da experiência, ou seja, estarmos disponíveis, receptivos, abertos, "EX-postos", assumindo todos os riscos que a nossa vulnerabilidade poderá trazer. Somos incapazes de viver uma experiência quando nos pomos, O-pomos, IM-pomos, mas não nos EX-pomos.
      Se nada nos toca, nada nos afeta, nada nos ameaça, nada nos sucede, então NADA nos ocorre, NADA nos acontece, não há NADA que aprender.
       Fazer uma experiência com algo significa que algo nos acontece, nos alcança; que se apodera de nós, que nos tomba e nos transforma.  Nos tornamos incapazes de viver experiências, quando mantemos uma postura firme, forte, impávida, inatingível, anestesiada, autodeterminada, definida pelo nosso saber, por nosso poder ou por nossa vontade. 
      Como a experiência tem o componente fundamental da capacidade de formação e de transformação,  somente quando nos tornamos o sujeito da experiência, é que estaremos abertos a nossa própria transformação.

                                                                       

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Sobre o ENSINO - Kahlil Gibrand em "O Profeta"...

Gibrand,  em seu famoso livro "O Profeta", dá o seu conceito de Ensino
Confira aqui...